Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



terça-feira, 26 de abril de 2011

Clima prejudica o plantio da safra americana

As chuvas que atingem as lavouras americanas estão atrapalhando o desenvolvimento do plantio da safra de GRÃOS e prejudicando as condições de culturas já semeadas. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já sinalizam atrasos em comparação a 2010.

O relatório mostra que apenas 6% da área de trigo de primavera foi plantada até o último domingo. No mesmo período do ano passado, o plantio já estava concluído em 39% da área, enquanto na média dos últimos cinco anos o percentual alcançou 25%. Para o trigo de inverno, a preocupação é com as condições das lavouras, que pioraram na última semana. O USDA estima que 40% das lavouras são considerados pobre ou muito pobres. Na semana passada, 38% da área estava enquadrada nessas condições. No ano passado, para o mesmo período, eram apenas 6%.

Segundo o USDA, apenas 9% da área de milho foi semeada até domingo. Em uma semana, a semeadura avançou só dois pontos percentuais, o que deixa o desempenho muito abaixo de 2010 (46%) e da média dos últimos cinco anos (23%).

Fonte: Valor Económico

terça-feira, 19 de abril de 2011

Cotações ficam acima da média no primeiro trimestre de 2011

O primeiro trimestre de 2011 encerrou com o melhor saldo de preços para grãos - soja e milho - em relação a igual período do ano passado. Em média, os preços tiveram incremento de 58% (soja) a 80% (milho). No caso da soja, os preços saltaram de R$ 23, em 2010, para US$ 23 (R$ 36), este ano. Já o milho teve valorização maior: saiu de R$ 8 a R$ 10 para valores entre R$ 17 a R$ 18. Bom para o produtor, que pode pensar no planejamento da próxima safra com cotações acima das médias históricas.

Mas nem tudo é alegria para o produtor. Na esteira da valorização das commodities, os custos de produção para o plantio de soja deverão aumentar este ano por conta da alta dos fertilizantes. A majoração dos adubos acompanhou o movimento na Bolsa de Chicago, fechando o trimestre com alta de até US$ 120 por tonelada, caso do fertilizante com a fórmula 001818, que representa uma determinada composição química. Os preços, que oscilavam em torno de US$ 450, pularam para valores entre US$ 550 a US$ 570.

O momento, segundo os produtores, é de cautela. “Vivemos um bom momento, com preços remuneradores para o produtor, porém, temos situações que obrigam o setor a estar muito atento e agir com certa cautela. Uma delas é a questão da elevação dos preços dos fertilizantes, outra é a expectativa de plantio da nova safra norte-americana, a partir de maio”, avalia o diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), Carlos Henrique Fávaro.

Segundo ele, o mercado internacional continua comprador, com baixos estoques de soja e milho, situação que impulsiona os preços das commodities. “Mas o produtor deve ficar de olho no mercado, pois a nova safra brasileira está chegando com uma superprodução”. Mato Grosso deverá colher mais de 20 milhões de toneladas de soja e mais de 7 milhões de toneladas de milho.

“O sojicultor deve avaliar a sua situação e o mercado neste momento, para ver se é um bom negócio vender o restante da safra agora, aproveitando os bons preços, ou esperar mais um pouco pela definição da nova safra norte-americana”. Lembra, entretanto, que se os Estados Unidos confirmarem uma supersafra este ano, os preços poderão recuar e aqueles que ainda não negociaram poderão ter perdas na comercialização dos grãos ainda não vendidos. A Aprosoja/MT estima que cerca de 80% da safra mato-grossense de soja já foi comercializada.

VENDAS - Na opinião do superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Otávio Celidônio, o produtor já fez a lição de casa vendendo parte da safra de forma antecipada e travando custos. “O quadro mundial de oferta já está precificado, com a China mantendo uma tendência de demanda elevada para os próximos anos”, frisa.

Ele diz que o mercado já reagiu em função das expectativas de supersafra mundial. “A safra da América Latina já está consolidada e acredito que o mercado só poderá ser influenciado mesmo pela produção norte-americana”. Para Celidônio, não existe uma “grande preocupação” com relação a uma possível queda de preços por conta da supersafra, uma vez que a demanda da China – principal comprador de Mato Grosso – “está crescente e tende a continuar elevada”.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, a maior preocupação no momento é em relação à queda da rentabilidade do produto, provocada pelos aumentos dos custos - fretes e insumos – e desvalorização cambial. “A queda do dólar é prejudicial às exportações e um fator de aumento de custos para aqueles que precisam escoar sua produção aos portos exportadores”, disse ele.

Fonte: Di�rio de Cuiab�


Venda de milho cresce 27% em volume e 60% em receita

A exportação de milho, em volume, cresceu 27% em março em comparação ao mesmo mês do ano passado no Brasil. Já a receita apurada foi 68% maior. O principal fator que provocou o aumento nas exportações de milho foi o baixo estoque apresentado no mercado mundial, sobretudo o norte-americano. O analista de mercado Antonio Sartori explica que os estoques internacionais estão baixos principalmente pela velocidade do aumento do consumo ser maior que a velocidade no aumento da produção. Eles estão com o menor estoque desde 1936. Mesmo que os americanos consigam colher esta safra recorde, ainda vão continuar com estoque baixo até o final do ano.

Fonte: DCI

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Cultivo da safrinha do milho anima produtores do grão de todo país

A safrinha de milho está sendo cultivada em clima de grande otimismo em todo o país. O Globo Rural foi ver como está a situação de plantio no Paraná e em Mato Grosso, dois principais estados produtores do grão.
Na fazenda do agricultor Paulo Lauxen, em Sinop, no norte de Mato Grosso, a área de milho safrinha está menor. Ele diz que o plantio foi feito com mais de 20 dias de atraso, já que a colheita da soja se estendeu este ano por causa do clima. Em muitos talhões o milho está pequeno.

“Estava com a semente, o adubo e os insumos todos comprados. Então, a gente plantou. Mas é área de risco. Precisamos ainda tem o mínimo de 40 dias de chuva para ser uma produção razoável”, esclarece o agricultor.

Mesmo com toda a correria, Paulo Lauxen explica que não conseguiu plantar os 1,8 mil hectares que havia planejado. “Ficaram 200 hectares sem plantar. A semente ficou guardada porque não adianta mais plantar. Nem para a palhada não daria”.

Segundo o IMEA, Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária, a área cultivada no estado deve ficar em 10% a menos que na safrinha passada. Essa é a maior redução desde 1990, quando os agricultores começaram a investir no milho segunda safra em Mato Grosso.
Apesar da redução na área os agricultores esperam um bom lucro na safrinha. O preço da saca de milho está bem melhor se comparado ao mesmo período do ano passado. Além disso, o custo para produzir diminuiu.

“No pacote de alta tecnologia houve uma redução em torno de 7%, puxada principalmente pela redução dos fertilizantes, que teve um decréscimo de 20%”, avalia Otávio Celidônio, superintendente do IMEA.

No Paraná, houve sol e chuva na hora certa. O tempo ajudou paras o milharal ficar bonito. Na lavoura de Paulo Orso, o milho safrinha está na fase de formação de espigas.
Nesse ano, o produtor aumentou a área de plantio em 20% e está contente com o resultado. Os grãos são de qualidade e boa parte da produção foi vendida antecipadamente. Agora, é só esperar a colheita, prevista pra junho.

“A maior parte da nossa região foi privilegiada pelas condições de verão. Até pela nossa colheita de soja, propiciou que a gente plantasse praticamente dentro do tempo recomendado, no final de janeiro e no começo de fevereiro. Então temos a grande maioria das lavouras da nossa região na fase de espigamento ou formação de grãos”, detalha Orso.
A área cultivada com milho safrinha no Paraná deve crescer cerca de 20% em relação à safrinha passada.

Nessa safrinha os produtores estão mais otimistas. O bom preço de comercialização dos grãos estimulou o plantio.

Os custos de produção no Paraná são: para uma produtividade média de 70 sacas por hectare o produtor deve faturar, aos preços de hoje, R$ 1.680,00 por hectare. Segundo o Deral, o custo de produção é de R$ 1.235,00. Sobram R$ 445 por hectare.

“É um momento muito bom para o campo. O milho está num bom preço hoje. A tendência do milho é que esse preço permaneça alto. Então, a segunda safra de milho no oeste do Paraná vai ser uma safra que terá bons preços. O mercado está demandando mais milho. Com isso, o preço está muito atrativo para o produtor rural”, avalia Dilvo Grolli, presidente da Coopavel.

Fonte: Globo Rural

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Soja: Em dia de volatilidade e ausência de novidades, mercado opera em alta

A sexta-feira está sendo marcada pela forte volatilidade no mercado de grãos em Chicago. O clima nos Estados Unidos, a entrada da América do Sul, os fundamentos de oferta e demanda e fatores externos vêm influenciando as cotações. A ausência de notícias frescas que pudessem estimular ou pesar sobre alimenta essa falta de direcionamento do mercado.

Os futuros da soja, por volta das 13h (horário de Brasília), operavam no terreno misto. A pressão, novamente, vem da entrada da safra da América do Sul e também de preocupações com a demanda por parte da China.

Na nação asiática, o governo já estuda novas medidas para conter a alta dos alimentos, o que poderia sinalizar novos cancelamentos de soja por parte dos chineses.

Porém, hoje o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou a venda de 165 mil toneladas de soja da safra 11/12 para a China.

Além disso, ainda pode ser notado um movimento dos spreads de soja zerando. "Por isso este maior suporte aos vencimentos curtos", explica o analista de mercado Ricardo Lorenzet, da Xp Investimentos.

No caso do milho, a pressão vem da preocupação de que preços já estariam acima dos preços do trigo, o que poderia provocarum deslocamento da demanda. Diante disso, os preços

Já o trigo, que encerrou o pregão noturno com baixas de dois dígitos pelo quinto dia consecutivo, ensaia uma recuperação e opera em alta na sessão diurna desta sexta-feira.

"Não há muitas novidades, só o mercado se ajustando".

Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla Mendes

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Soja: Mercado opera em baixa diante de fraca demanda chinesa

Segundo o relatório de registro de exportações divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as vendas semanais de soja nos EUA somaram apenas 80,11 mil toneladas na semana que se encerrou no dia 7 de abril.

O volume é resultado de vendas de 130,20 mil toneladas para o ano comercial 2010/11 e do cancelamento de 50,9 mil toneladas para 2011/12. O total exportado ficou bem abaixo das expectativas do mercado,que variavam de 200 a 400 mil toneladas.

Já as exportações de milho somaram 1.083,5 milhão de toneladas e ficaram dentro das estimativas, que iam de 650 mil a 1.350 milhão de toneladas.

As vendas de trigo também ficaram dentro do esperado. Enquanto o mercado apostava em algo entre 300 e 750 mil toneladas, foram exportadas 545,6 mil toneladas.

Bolsa de Chicago - O mercado da soja operou com forte queda na madrugada desta quinta-feira e encerrou o pregão noturno com baixas de dois dígitos na Bolsa de Chicago.

No curto prazo, a oleaginosa sente a pressão negativa da entrada da grande safra da América do Sul e mais a pressão da fraca demanda chinesa, confirmada pelos números de exportações semanais divulgados pelo USDA nesta quinta-feira.

No início do pregão diurno, por volta das 11h46 (horário de Brasília), os principais vencimentos da soja registravam baixas de cerca de 4 pontos.


Fonte: Not�cias Agr�colas // Carla

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Produção de grãos avança nas chapadas do "Mapito"

soja, grãos, milho, corretora, israel, negocios, corretora de grãos, mato grosso, rondonópolis, israel negócios, dólar, cambio, economia. O Seneca III decola do aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues, em Palmas, toma a direção nordeste e logo sobrevoa áreas de pecuária. Após cerca de 200 quilômetros, o comandante do bimotor, Eduardo Canedo, aponta a divisa seca entre Tocantins e Maranhão. Três mil metros abaixo, no sul maranhense, despontam as primeiras fazendas de grãos da Serra do Penitente.

O cenário é surpreendente. Nas chapadas que emergem entre os baixões, o Cerrado é interrompido por grandes lavouras onde, nesta época, as colheitadeiras esperam a chuva parar para completarem seu serviço. Vencidos mais 100 quilômetros, quando o Maranhão acaba no barrento rio Parnaíba, a Serra da Fortaleza aparece para mostrar que a soja também prevalece nos chapadões do Piauí, onde antes quase não havia movimento.

Nos pés das serras, a população ainda mantém pequenas plantações de mandioca e modestas criações de gado. Alguma caprinocultura também sobrevive em meio à infraestrutura precária, enquanto no andar de cima investimentos intensivos em tecnologia agrícola apontam para um "Mapito" em desenvolvimento e com grande potencial.

Ao contrário do oeste da Bahia, que já amadureceu com suas qualidades e carências, o "Mapito" ainda pode ser considerado uma nova fronteira agrícola. Juntos, Maranhão, Piauí e Tocantins cultivaram 3,3 milhões de hectares de grãos nesta safra 2010/11, 6,3% a mais que em 2009/10. Deverão produzir 7,3 milhões de toneladas, um salto de 26,9% graças ao incremento da produtividade, a maior parte nesta região de Cerrado sobrevoada pela aeronave da Embraer, 1989, pilotada pelo comandante Canedo.

É possível identificar projetos estrangeiros, mas destacam-se mesmo os liderados por companhias nacionais. A cooperativa Cotrirosa honrou a tradição desbravadora gaúcha e foi uma das primeiras a apostar no "Mapito". As empresas Tiba Agro e BrasilAgro também têm suas fazendas, e é em terras piauienses que a Insolo deverá concluir até 2013/14 um plano de investimentos de US$ 400 milhões, um dos mais importantes da lista dos que são conhecidos.

Foi em meados da década de 90 que Paulo Sérgio Marthaus e outros agrônomos vieram do Paraná para prospectar a área. Pelo chão, varreram potenciais polos produtivos e encontraram uma chapada hoje conhecida como Condomínio, em homenagem ao grupo. Compraram algumas terras e fundaram a Insolo Soluções Agrícolas, focada na prestação de serviços e no gerenciamento de propriedades.

Em 2003, foram contratados pelo empresário Ivoncy Iochpe, que acabara de comprar a fazenda Vista Verde, no município de Palmeira do Piauí. O relacionamento evoluiu e Iochpe assumiu o controle da Insolo em 2008, para ampliar o número de clientes assessorados e partir para a aquisição de outras fazendas.

Nascia a Insolo Agroindustrial, que em 2010/11 colherá cerca de 130 mil toneladas de grãos em pouco mais de 42 mil hectares divididos em cinco unidades produtivas no Piauí - a principal delas, a Ipê, fica em Baixa Grande do Ribeiro. A soja, com 36,5 mil hectares, é o principal cultivo nas fazendas próprias, seguida por arroz, cultura que serve à abertura de novas áreas de produção, e milho safrinha. A soja é vendida a tradings como Bunge e Cargill, e o milho e o arroz são comercializados no mercado local. O algodão fará sua estreia em 2011/12, também impulsionado pelo aporte de R$ 70 milhões realizado na safra atual.

Da área própria total cultivada - outros 80 mil hectares de terceiros estão sob os cuidados da Insolo Soluções Agrícolas -, 16 mil foram ocupadas com suas primeiras lavouras. Foram 3,8 mil hectares de arroz, que posteriormente receberão a soja, e o restante já diretamente com a oleaginosa, o carro-chefe do agronegócio brasileiro tanto em valor bruto da produção quanto na pauta de exportações.

Conforme Salomão Iochpe, filho de Ivoncy e presidente e CEO da Insolo, a empresa também trabalhou áreas novas para chegar a entre 55 mil e 61 mil hectares na próxima safra (2011/12), 1,6 mil ocupadas com algodão e incluindo a safrinha de milho, plantada na sequência da colheita da soja de verão. "Decidimos plantar algodão antes mesmo dos atuais picos dos preços internacionais, e já estamos investindo em uma unidade de beneficiamento", afirma. Em suas fazendas, garante, a Insolo preserva as áreas de reserva legal de acordo com a legislação vigente e com a realização de auditoria externa.

Em um "mundo perfeito", adianta Marthaus, no futuro a soja será plantada em 50% da área "madura" (com mais de três anos de plantio) da Insolo, com algodão, arroz e milho. O agrônomo manteve uma participação minoritária na "nova" Insolo, da qual tornou-se diretor de produção. Nesta função, lidera a estratégia agronômica da empresa - ou seu "coração", conforme Salomão Iochpe. "Temos pesquisas com algodão há seis anos. Trata-se de uma cultura desafiadora [os custos de produção são muito mais elevados que os de soja e milho], mas de grandes oportunidades e possibilidade de crescimento acelerado", diz Marthaus.

Testemunha ocular do desenvolvimento do "Mapito", este agrônomo com especializações em administração do agronegócio na FEA/USP e na FGV, afirma que a evolução em torno das áreas produtivas da região tem sido mais acelerada do que foi em Mato Grosso ou na Bahia, ainda que as carências estruturais perdurem. Na maior parte das fazendas das chapadas, não há rede fixa de telefonia e os celulares não pegam. As estradas principais são ruins, e as vicinais, de terra, tornam-se intransitáveis sob chuva forte. Os índices de desenvolvimento humano das cidades são baixíssimos.

No campo em si, a evolução é mais visível. Novas sementes adaptadas ao "Mapito" são lançadas todas as safras, o plantio direto prevalece e a agricultura de precisão avança. "Como toda a área de Cerrado, há condições para um forte desenvolvimento", afirma Marthaus. As lavouras da Insolo estão em altitudes de 500 a 550 metros, com topografia plana e média pluviométrica de 1.350 milímetros.

No "Mapito", aponta a Conab, a produtividade média da soja é maior em Tocantins - que produz menos (ver infográfico) -, prevista em 2.940 quilos por hectare em 2010/11. A média nacional deverá ficar em 2.927 quilos, e em Mato Grosso, principal Estado produtor do grão no país, ela sobe para 3.015. Mas, como há muitas áreas "jovens" e os investimentos em sementes, adubação, defensivos e mecanização estão aumentando rapidamente, a diferença certamente será cada vez menor.

Para acelerar os trabalhos, a Insolo conta com três campos experimentais, que no total recebem investimentos da ordem de R$ 300 mil por ano. O primeiro deles, estabelecido há seis anos, está na fazenda Pequena Holanda, em Alto Parnaíba (MA), que pertence a um dos clientes da Insolo Gerenciamento Agrícola, que presta assessoria para terceiros. São quase 8 hectares onde nesta safra foram testadas mais de 300 linhagens de soja, além de 30 híbridos comerciais de milho e ensaios de adubação e fitotecnia com algodão.

"Já temos um banco de dados com mais de dez anos de pesquisas", diz Marthaus. Uma vez por ano há um "dia de campo oficial" - o último na Pequena Holanda, em 18 de março, atraiu 85 convidados -, mas clientes e interessados podem realizar visitas informais, o que acontece com frequência.

De tanto transportar produtores e agrônomos e acompanhar visitas como essa, o comandante Canedo, com 22 mil horas de voo, conversa com espantosa desenvoltura agronômica sobre a expansão da produção 3 mil metros abaixo. Canedo vive em Balsas, principal polo maranhense, e passaria a última quarta-feira com a família, mas foi convocado às pressas para mais um voo de pouco mais de uma hora entre Palmas e Baixa Grande do Ribeiro. Não por luxo. De carro, seria preciso percorrer 910 quilômetros, o que, atualmente, levaria mais de 12 horas. O "Mapito" é grande. E não para de crescer.

Fonte: Valor Econ�mico

China reduz estimativa para importação de soja no ciclo 10/11

As importações de soja pela China podem recuar de algo entre 54,8 e 54,5 milhões de toneladas para um volume entre 53 e 54 milhões de toneladas neste ano comercial. As informações são do gerente para informação de óleos e oleaginosas da estatal chinesa Cofco Ltd.

O declínio das compras nesta temporada é reflexo do fato de grande parte das processadoras domésticas atuarem com aproximadamente 40% de sua capacidade total frente à apertada margem de lucro operacional. A capacidade total de esmagamento do país é de 110 milhões de toneladas por ano.

Desde março, os chineses suspenderam as compras de grãos secos de destilaria depois de uma investigação antidumping iniciada por autoridades do país.

Esse quadro de demanda mais fraca da China pela soja está pesando sobre as cotações em Chicago nesta segunda-feira.

Depois de reagir bem a um relatório do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) sem novidades na sexta-feira, os preços registram uma forte queda na sessão de hoje.

Além da demanda fraca, há ainda as expectativas de novos cancelamentos de compras chinesas de soja dos Estados Unidos, o que pode agravar ainda mais a situação do mercado.

Por volta das 14h28 (horário de Brasília), o vencimento maio era cotado a US$ 13,68, com queda de 24 pontos, e o julho a US$ 13,79, recuando 24,25 pontos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

MT produzirá 3,5% a mais

A produção de grãos em Mato Grosso alcançará 29,863 milhões de toneladas na safra 2010/2011. O volume representa expansão de 3,5% sobre o que foi colhido na temporada passada, de 28,855 milhões. Apesar do incremento, o Estado ainda se mantém na segunda posição do ranking nacional, perdendo apenas para o Paraná, com 32,544 milhões de toneladas. No total, serão 9,359 milhões de hectares plantados com os mais variados tipos de grãos. A produtividade média deste ciclo chegará a 3,191 mil quilos por hectare.

Os números foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (6). Aproximadamente 67% do volume produzido vem da produção de soja, chegando a 20,060 milhões de toneladas. No caso da oleaginosa, o aumento foi de 6,9%, ante a produção de 18,766 milhões (t) na safra 09/10.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira, a produção de grãos mato-grossense só não é a maior do país porque não há investimento na infraestrutura para o transporte. Conforme ele, nesta safra, Mato Grosso deveria alcançar 25 milhões (t) de soja, bem à frente dos demais estados. "Temos que considerar que o Estado tem potencial para expandir as lavouras, diferentemente de outras regiões brasileiras".

Além disso, ele aponta que o milho também tem potencial para crescimento. "Deveríamos ter uma produção de 10 milhões (t) a 12 milhões (t)", afirma o presidente da Aprosoja-MT. Por enquanto, a produção de milho no Estado alcançou 7,139 milhões de toneladas, pontuando ainda com uma queda de 12,1% em relação ao resultado da safra anterior, de 8,118 milhões de toneladas. Outra cultura em crescimento é o algodão, cujo aumentou na produção chegou a 79,2%, passando de 583,5 mil toneladas para 1,045 milhão de toneladas de uma safra para outra.

Ao contrário desse cenário positivo, a produção de arroz amarga quedas consecutivas. De acordo com o levantamento da Conab, serão cultivadas nesta safra 687,4 mil toneladas do cereal. Na temporada passada foram 742,7 mil toneladas, 7,4% a menos este ano. O presidente do Sindicato das Indústrias do Arroz de Mato Grosso (Sindarroz-MT), Ivo Fernandes Mendonça, explica que a valorização das demais culturas enfraqueceu a produção de arroz. "O mercado determina se haverá aumento, ou não, da produção". Conforme ele, a previsão para os próximos anos é que o plantio do arroz no Estado se mantenha estável.

Nacional - A safra de grãos do Brasil, do período 2010/2011, deve ser de 157,4 milhões de toneladas. A produção é de novo recorde, com um aumento de 5,5% ou cerca de 8,2 milhões de toneladas a mais que a safra passada, que foi de 149,2 milhões de toneladas. A área cultivada também cresceu, com elevação de 3,9%, atingindo 49,2 milhões de hectares, ou seja, 1,8 milhão de hectares a mais.

Fonte: A Gazeta

terça-feira, 5 de abril de 2011

Produtividade brasileira de soja e milho alcança novo recorde

As perdas de produtividade na região Centro-Oeste e Sudeste do país reduziram o potencial da safra atual, mas não impedem que a produção brasileira de soja e milho alcance um novo recorde. Juntos, os dois produtos rendem 104,29 milhões de toneladas na temporada 2010/11 – um incremento de 3,7 milhões de toneladas sobre a produção atingida ano passado (3,6%) –, concluiu a Expedição Safra Gazeta do Povo.

A estimativa tem base nos dados colhidos pelas equipes de técnicos, jornalistas e analistas durante dois meses de viagens por 12 estados brasileiros. O avanço é puxado principalmente pela soja, que ganhou 877 mil hectares extras nesta temporada, com volume de produção projetado em 70,79 milhões de toneladas, contra 67,35 milhões atingidos em 2009/10.

Em Mato Grosso do Sul, onde uma sequência de enxurradas deixou parte das plantações debaixo d’água justamente na hora em que as colheitadeiras chegavam às lavouras, houve estrago em áreas representativas dos municípios de Maracajú, Sidrolândia e São Gabriel do Oeste. O problema atrasou a colheita e também o plantio do milho safrinha.

O produtor César Augusto Ross, de Bandeirantes (Centro-Norte do estado), por exemplo, só conseguiu concluir os trabalhos da safra no último fim de semana, e com produtividade inferior à do ano passado. Ross calcula que tenha deixado de faturar R$ 3,5 milhões com a produção deste ano. “A minha expectativa era colher 3,6 mil quilos por hectare, mas no fim deu 2,7 mil.”

Minas Gerais também registrou perdas, primeiro com falta de umidade (Noroeste) e depois com excesso (Triângulo Mineiro). Em Goiás, houve quebras pontuais, pelo fato de a chuva ter chegado quando a colheita estava avançada. Nos três estados, porém, as perdas se limitaram a cerca de 1,2 milhão de toneladas de soja ante o potencial produtivo, não impedindo o crescimento da produção nacional.

Apesar de certa irregularidade nas chuvas, o verão foi produtivo para os principais estados agrícolas. Paraná e Mato Grosso, que colhem metade da safra de soja, estão retirando do campo 1,45 milhão de toneladas da oleaginosa a mais (recordes 14,6 milhões e 19,5 milhões de toneladas, respectivamente). Houve avanço em todos os estados do Sul e do Centro-Norte. Os índices de produtividade de Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins praticamente alcançam os de Mato Grosso, líder nacional na cultura. Esse quadro é que permitiu à soja abrir vantagem de 3,44 milhões de toneladas, explica o agrônomo Robson Mafioletti, assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), que viajou com a Expedição.

As cotações em alta são um alento para os produtores das regiões prejudicadas pelo clima. Em Mato Grosso do Sul, os produtores que recebiam R$ 30 por saca de soja um ano atrás agora fazem as contas com preço médio de R$ 40. A expectativa é que a cotação supere R$ 50/sc no Paraná, um dos últimos estados a vender a safra.

O milho mostrou resistência e teve seu potencial produtivo pouco reduzido, de 35 milhões de toneladas para 33,5 milhões de toneladas, considera a Expedição Safra. Os maiores recuos, no entanto, estão ocorrendo mais em função da queda no cultivo do que por causa do clima. Com redução de 18,5% na colheita – para 5,52 milhões de toneladas –, o Paraná avançou 2,1% em produtividade. Isso porque a área caiu 20,1%. Minas Gerais se tornou líder em milho de verão, com 1,16 milhão de hectares e 6 milhões de toneladas – 3,8% a mais que em 2009/10.

Fonte: Gazeta do Povo