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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Ameaça de praga causa antecipação do monitoramento de lavouras de MT

Os produtores de soja anteciparam o monitoramento das propriedades de Mato Grosso. A praga chamada de helicoverpa armigera ameaça as lavouras do grão do Estado.
Uma equipe do Ministério da Agricultura faz o mapeamento das áreas de soja de Mato Grosso para acompanhar a evolução da lagarta helicoverpa armigera. A identificação do ataque nos primeiros estágios facilita o controle da praga. A destruição de outras plantas que nascem espontaneamente em meio às lavouras está entre as medidas de manejo.
Em uma propriedade do Estado, a lagarta apareceu logo no começo do plantio, quando as sementes de soja mal tinham germinado. Os técnicos da propriedade conseguiram fazer o controle com pulverização noturna. “No momento mais quente do dia ela se refugia na palhada ou embaixo do solo e o pesticida não atua. Então, fizeram aplicação noturna. É possível conviver”, diz Wanderlei Dias Guerra, coordenador da Comissão de Defesa Agropecuária.
As visitas técnicas vão acompanhar todo o ciclo da soja até o final da colheita. Para o representante do Ministério da Cultura, os produtores não podem deixar de fazer o monitoramento das lavouras. Essa é uma maneira de evitar o aumento dos custos de produção.
O acompanhamento rigoroso é feito também na fazenda em Sapezal, no oeste de Mato Grosso. Dos 14 mil hectares na propriedade, 12 mil foram reservados para a soja. Mais de dois mil hectares já foram semeados. As chuvas se anteciparam e as máquinas começaram a trabalhar mais cedo.
As primeiras sementes plantadas na segunda quinzena de setembro já estão germinando e atingem aproximadamente sete centímetros de altura. A preocupação agora no início do cultivo é que a praga volte mais resistente aos agrotóxicos usados na safra passada. A helicoverpa armigera tem alto poder de destruição e pode afetar os resultados.
Nesta safra, a área de soja em Mato Grosso deve chegar a 8,2 milhões de hectares, com aumento de 5% em relação ao ano passado.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Clima e pragas reduzem produtividade das lavouras de soja em Mato Grosso


A Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) informou hoje, dia 20, por meio de comunicado que a produtividade da soja na reta final da colheita está abaixo do esperado. O clima mais seco no início do plantio e o excesso de chuvas durante a colheita reduziram em 8 a 12 sacas por hectare o rendimento médio das plantações. 

A estimativa era de 60 sacas por hectare, mas a média foi de 50 sacas – conta Fernando Cadore, delegado da Aprosoja em Primavera do Leste, no sul do Estado. 

No oeste de Mato Grosso, a produtividade média também deve ficar em torno de 50 sacas por hectare, disse o vice-presidente da associação na região, Alex Utida. No leste, ainda falta colher 40% da área porque o ciclo da soja é mais tardio, mas altas temperaturas aceleraram o amadurecimento das plantas, o que deve refletir no rendimento das lavouras. 

No norte do Estado, além das dificuldades climáticas, os produtores também tiveram problemas com pragas e a produtividade média caiu duas sacas por hectare em relação ao ano passado, para 48 sacas por hectare. 

Tivemos a presença de diversas lagartas que atacaram as lavouras – afirmou o segundo vice-presidente da Aprosoja na região, Silvésio de Oliveira.