Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Expectativas para os relatorios USDA


O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulgou, no início da tarde desta sexta-feira (11), seu novo boletim mensal de oferta e demanda e os números já estão derrubando os preços dos grãos no mercado em Chicago. Foi reportado um expressivo aumento dos estoques finais de soja da safra 2013/14 e também da 2014/15 dos Estados Unidos e ainda uma estimativa de que a colheita norte-americana supere as 100 milhões de toneladas. Veja os números detalhados. 
Soja EUA - Safras 2013/14 e Safras 2014/15
Os estoques finais de soja dos Estados Unidos na safra 2013/14 foram revisados para cima de 3,4 milhões para 3,81 milhões de toneladas, ficando acima das expecativas do mercado - de 3,5 a 3,6 milhões de toneladas. As exportações do país, por outro lado, subiram de 43,55 milhões para 44,09 milhões de toneladas, bem como o esmagamento, onde foi indicado um aumento de 46,27 milhões para 46,95 milhões de toneladas. 
O USDA informou ainda que o residual do país para a safra velha ficou negativo em 1,88 milhão de toneladas, enquanto as importações da oleaginosa caíram de 2,45 milhões para 2,31 milhões de toneladas. 
Sobre a safra 2014/15, os USDA aumentou suas estimativas para os estoques finais de 8,85 milhões para surpreendentes 11,29 milhões de toneladas. As expectativas do mercado variavam entre 10 e 11 milhões. A produção de soja do país foi projetada em 103,42 milhões de toneladas, contra 98,93 milhões de toneladas estimadas em junho. 
O esperado para as exportações de soja dos EUA também subiram, nesse caso, de 44,23 milhões para 45,59 milhões de toneladas, enquanto o esmagamento estimado é de 47,76 milhões de toneladas, frente ao número de 46,67 milhões do boletim anterior. As importações de soja da nova safra vieram em linha com a última projeção e ficaram em 408 mil toneladas, enquanto o volume residual passou de 490 mil para 520 mil toneladas.  
Soja Mundo - Safras 2013/14 e 2014/15
No cenário mundial, a projeção para a safra 2013/14 subiu ligeiramente, passando de 283,79 milhões para 283,87 milhões de toneladas. Os estoques finais subiram também, passando de 67,17 milhões para 67,24 milhões de toneladas. 
Para Brasil, Argentina e China, os números de produção foram mantidos em, respectivamente, 97,5 milhões, 54 milhões e 12,2 milhões de toneladas, bem como as importações de soja da nação asiática de 69 milhões de toneladas. 
No caso da safra nova, a estimativa para a produção mundial subiu expressivamente e chegou a 304,79 milhões de toneladas, com estoques finais de 85,31 milhões de toneladas. No relatório de junho, a produção foi estimada em 299,99 milhões e os estoques em 82,88 milhões de toneladas. 
O USDA manteve ainda suas projeções para o Brasil de 91 milhões de toneladas e estoques finais em 24,06 milhões; para a Argentina de 54 milhões de toneladas e estoques finais em 32,160 milhões e para a China, com a produção de 12,2 milhões de toneladas e os estoques finais de 13,09 milhões. O estimado para as importações chinesas, no entanto, subiram de 72 milhões para 73 milhões de toneladas. 
Números da Soja
Tabela Soja - USDA Julho
Milho EUA - Safra 2013/14 e 2014/15
Os números para o milho dos Estados Unidos referentes à safra 2013/14 vieram com pouca alteração. Somente os estoques finais foram revisados para cima, passando de 29,12 milhões para 31,25 milhões de toneladas. O uso do cereal para o etanol também passou por um ligeiro aumentou e ficou em 128,91 milhões de toneladas, contras as 128,3 milhões do relatório anterior. 
Já os dados da temporada 2014/15 trouxeram importantes mudanças. A produção norte-americana foi reduzida de 353,97 milhões para 352,06 milhões de toneladas. A produtividade, no entanto, foi mantida em 174,95 sacas por hectare, enquanto as expectativas do mercado eram de 176,55 sacas. Além disso, o USDA aumentou ainda seus estoques finais para 45,75 milhões de toneladas, contra as 43,85 milhões do boletim de junho e acima ainda do esperado pelo mercado - 44,02 milhões de toneladas. 
O relatório trouxe ainda números menores para as áreas plantada e colhida de milho no país, que caíram de 37,1 milhões para 37,07 milhões de hectares, e de 34,1 milhões para 33,91 milhões de hectares, respectivamente. 
O USDA acredita ainda que serão utilizadas 128,3 milhões de toneladas para a fabircação de etanol e que as exportações do país totalizem 43,2 milhões de toneladas, números que vieram em linha com o reportado em junho. 
Milho Mundo - Safras 2013/14 e 2014/15
A estimativa para produção mundial da safra 2013/14 de milho foi ampliada para 984,45 milhões de toneladas, contra a anterior de 981,89 milhões. Os estoques finais globais, portanto, subiram de 161,69 milhões para 173,42 milhões de toneladas. 
Para o Brasil, o USDA estimou uma safra de 78 milhões de toneladas, frente às 76 milhões do boletim de junho, 24 milhões para a Argentina e, para a China, aumentou seu número de 217,73 milhões para 218,49 milhões de toneladas. 
Em contrapartida, a produção mundial do cereal, na temporada 2014/15, foi reduzida, passando de 981,12 milhões para 980,96 milhões de toneladas. A projeção para os estoques finais, no entanto, cresceu de 182,65 milhões de toneladas para 188,05 milhões. 
Para a próxima temporada, o departamento estima a safra brasileira de milho em 74 milhões de toneladas e a argentina em 26 milhões. Já para a safra chinesa estimou um aumento de 220 milhões para 222 milhões de toneladas. 
Números do Milho
Tabela Milho - USDA Julho
Fonte: Notícias Agrícolas

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cotação

FECHAMENTO EM 10/07/2014
Dólar R$2,2214(0,2440%
Mínima R$2,2119
Máxima R$ 2,2259
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
JUL14 (-4,5)13,29
AGO14 (-13,4) 12,33
SET14(-10,4)11,21
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
 Jul 14  (-3,2) 4,00
SET14 (-5,0) 3,86
DEZ14(-5,4) 3,92
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
L. do Rio Verde: R$ 55,00
Rondonópolis: R$58,00
Alto Garça: R$ 58,00                                                        
Sorriso: R$ 57,50
Itiquira: R$ 59,00    
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO SAFRINHA EM:
L. do Rio Verde: R$13,00
Rondonópolis: R$ 15,00
Alto Garça: R$ 14,00                                                        
Sorriso: R$ 10,50
Itiquira: R$ 15,0o

Após sequência de baixas, soja sobe na CBOT nesta quinta-feira

Nesta quinta, o USDA divulga seu novo relatório de exportações semanais e esses são números que podem mexer com o humor e movimentação do mercado. E amanhã, sexta-feira (11), o departamento traz seu novo boletim mensal de oferta e demanda e já há grande expectativa para a divulgação desses números. 
Soja +10,2
Milho +1,4

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Cotação

FECHAMENTO EM 07/07/2014
Dólar R$2,2235(0,3840%) Feriado
Mínima R$2,2139
Máxima R$ 2,2244
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
JUL14 (+3,2)13,33
AGO14 (-2,2) 12,46
SET14(-9,2)11,31
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
 Jul 14  (-5,2) 4,03
SET14 (-8,4) 3,89
DEZ14(-8,0) 3,98
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
L. do Rio Verde: R$ 56,50
Rondonópolis: R$57,00
Alto Garça: R$ 57,00                                                        
Sorriso: R$ 55,50
Itiquira: R$ 57,00    
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO SAFRINHA EM:
L. do Rio Verde: R$13,00
Rondonópolis: R$ 15,00
Alto Garça: R$ 14,00                                                        
Sorriso: R$ 10,50
Itiquira: R$ 15,0o

Soja opera em baixa com foco na nova safra dos EUA

O foco dos investidores e participantes do mercado, nesse momento, é no atual cenário de clima favorável nos Estados Unidos, que fortalece as expectativas de uma safra recorde no país, segundo explicou o economista e analista Camilo Motter, da Granoeste Corretora.De acordo com informações da agência norte-americana DTN, as temperaturas no Meio-Oeste na próxima semana deverão ser adequadas, evitando qualquer dano às lavouras recém implantadas. Além disso, algumas chuvas esparsas deverão manter os bons níveis de umidade do solo. 
Esse quadro, de tempo quente e úmido deve contribuir para as lavouras de soja, que entram em fase reprodutiva, e pode confirmar os altos índices de produtividade que vêm sendo discutidos e projetados por consultorias públicas e privadas. "Agora, mais importante do que os estoques, é a questão climática que deve vigorar para essa nova safra que está no campo. Os Estados Unidos estão plantando uma safra recorde, estão usando a melhor tecnologia, mas precisam de clima para uma produção acima das 100 milhões de toneladas", explicou Motter.
Na próxima sexta-feira (11), o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz seu novo reporte mensal de oferta e demanda e as expectativas do mercado são de que haja um ligeiro aumento nas estimativas para os estoques finais tanto da safra velha quanto da safra nova. Ainda segundo o analista, espera-se, para a temporada 2013/14, estoques entre 3,5 e 3,6 milhões de toneladas e, para a 2013/14, algo entre 10 e 11 milhões de toneladas. As projeções de junho, porém, foram de 3,4 milhões e 8,85 milhões de toneladas, respectivamente. 
Paralelo ao aumento da produção nos Estados Unidos e da possibilidade de um incremento também na colheita da América do Sul, há ainda o aumento da demanda. E logo mais, portanto, os negócios deverão dividir seu foco com esses dados. O consumo global da oleaginosa, segundo analistas, deve aumentar expressivamente, porém, sua movimentação merece atenção, já que poderiam amenizar o impacto da chegada dessas novas grandes safras. 

Soja - 12,5
Milho -9,4

terça-feira, 8 de julho de 2014

Soja recua pela sétima sessão em Chicago nesta terça-feira

O mercado reflete os números trazidos no fim da tarde desta segunda-feira (7) pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim de acompanhamento de safras. A instituição manteve o índice de 72% das lavouras de soja em boas ou excelentes condições, em linha com o que foi divulgado há uma semana. 
De acordo com informações da agência internacional Bloomberg, essa é a melhor classificação dos campos norte-americanos destinados ao cultivo da oleaginosa nesse período desde 1994. Assim, os preços tanto da soja quanto do milho têm recuado nas últimas semanas frente a esses dados e às boas condições de clima nas regiões produtoras. 
O Meio-Oeste americano tem recebidos boas e volumosas chuvas nos últimos dias e, apesar de criar alguns problemas de inundação em regiões localizadas, as precipitações têm favorecido de forma bastante significativa o desenvolvimento das lavouras da temporada 2014/15. 
Além disso, o mercado sente ainda o impacto de outro dado do USDA divulgado na última semana: o de estoques trimestrais norte-americanos em 1º de junho. O número, que foi de mais de 11 milhões de toneladas, ficou bem acima das expectativas do mercado e pegou o mercado e os traders de surpresa. 
"Previsões climáticas favoráveis continuam a aumentar as projeções de produtividade das lavouras dos EUA pelo mercado", informou um relatório do banco Morgan Stanley nesta terça. 
Nesta sexta-feira (11), o USDA divulga seu novo relatório de oferta e demanda e algumas expectativas do mercado já indicam que a estimativa para a safra de soja 2014/15 poderia ser elevada a 103,07 milhões de toneladas, contra a projeção anterior de 98,93 milhões de toneladas.  

Soja -1,0
Minho +0,2

Soja recua pela sétima sessão em Chicago nesta terça-feira

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Cotação

FECHAMENTO EM 07/07/2014
Dólar R$2,2235(0,3840%
Mínima R$2,2139
Máxima R$ 2,2244
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
JUL14 (-24,6)13,63
AGO14 (-26,4) 12,73
SET14(-14,4)11,52
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
 Jul 14  (-7,2) 4,09
SET14 (-8,4) 4,01
DEZ14(-8,0)4,07
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
L. do Rio Verde: R$ 56,50
Rondonópolis: R$57,00
Alto Garça: R$ 57,00                                                        
Sorriso: R$ 55,50
Itiquira: R$ 57,00    
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO SAFRINHA EM:
L. do Rio Verde: R$13,00
Rondonópolis: R$ 15,00
Alto Garça: R$ 14,00                                                        
Sorriso: R$ 10,50
Itiquira: R$ 15,0o

Mercado em Chicago será retomado na sessão regular desta 2ª feira

Em função do feriado da última sexta-feira, 4 de julho, comemorado nos Estados Unidos com o Dia da Independência, os negócios na bolsa de Chicago serão retomados somente no pregão regular, que se inicia por volta das 10h30 (horário de Brasília). 
Nesta semana, o mercado internacional de grãos conta com alguns boletins importantes do USDA  o que poderá manter os investidores um pouco mais na defensiva. 
Hoje, o órgão traz, ainda durante o funcionamento do mercado, os últimos números sobre embarques semanais de grãos do país, já por volta das 17h (horário de Brasília), deverá ser divulgado o novo relatório de acompanhamento de safras, com informações importantes, principalmente, sobre as atuais condições das lavouras da safra 2014/15. 
Já na próxima quinta-feira (10), saem as exportações semanais e o acumulado de grãos já comprometido da safra 2013/14, números que têm mexido expressivamente com o mercado em Chicago. Para a soja, o total já supera largamente a última projeção do USDA - de 43,55 milhões de toneladas para toda a temporada - e passa de 44,5 milhões de toneladas. No milho, farelo e óleo de soja os números também estão apertados. 
Na sexta-feira (11), por volta das 13h, porém, será reportado o mais importante boletim do mês, o mensal de oferta e demanda. Os trader aguardam esses números com ansiedade depois que o departamento informou estoques trimestrais maiores do que o esperado e uma área de plantio de soja de mais de 34 milhões de hectares.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Cotação

FECHAMENTO EM 02/07/2014

Dólar R$2,2234(0,8750%) 
Mínima R$2,2040
Máxima R$ 2,2252
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA SOJA:
Mês Pontos Bushel
JUL14 (-7,4)13,93
AGO14 (-13,6) 13,27
SET14(-3,6)11,80
FECHAMENTO BOLSA DE CHICAGO PARA MILHO:
Mês Pontos Bushel
 Jul 14  (-3,6) 4,19
SET14 (-3,4) 4,12
DEZ14(-4,2)4,18
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE SOJA EM:
L. do Rio Verde: R$ 59,50
Rondonópolis: R$59,00
Alto Garça: R$ 60,00                                                        
Sorriso: R$ 58,50
Itiquira: R$ 60,00    
FECHAMENTO DOS PREÇOS DE MILHO SAFRINHA EM:
L. do Rio Verde: R$14,00
Rondonópolis: R$ 15,00
Alto Garça: R$ 15,00                                                        
Sorriso: R$ 13,50
Itiquira: R$ 15,5o

Colheita leva segunda safra de milho ao preço mínimo no MT

No mês de julho, a segunda safra de milho atinge o pico da colheita e a expansão da oferta levou os grãos do maior estado produtor, o Mato Grosso, ao preço mínimo em algumas regiões. O presidente da Frente Parlamentar de Agricultura e Pecuária, deputado federal Luis Carlos Heinze (PP/RS) disse ao DCI que "a demanda para intervenção do governo já foi levada ao ministério da Agricultura e as fazendas estão sendo procuradas". Estima-se que nas próximas semanas alguma medida seja tomada.

O milhocultor do município de Sorriso, no Mato Grosso, Laércio Lenz, conta que os produtores da região pararam de comercializar o grão até que os valores se recuperem. "O produto chegou a ser vendido a R$ 11 por saca de 60 quilos, não é viável. Nossa área plantada foi menor que o ano passado e ainda faltam mais de 50% para colher. Vamos depender do governo de novo", diz.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que o preço mínimo para o milho do Mato Grosso está em R$ 13,56 por saca de 60 quilos.

Na propriedade de Lenz foram plantados 650 hectares nesta segunda safra, contra os 750 hectares destinados ao plantio no mesmo período do ano passado. Para o produtor, houve um recuo em torno de 20% na média de área plantada na região.

Nesta safra, o milhocultor está colhendo 90 sacas por hectare, visto que já chegou a uma produtividade de 117 sacas por hectare no comparativo anual. "A safrinha 2012/2013 foi excelente. No período de 2013/2014 os produtores resistiram e ainda houve problema climático", afirma.

Na avaliação do pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), Mauro Osaki, os produtores da região de Sorriso, no Mato Grosso, e do Paraná - segundo maior estado produtor - estão pagando apenas os custos operacionais com a venda dos grãos.

"O uso de fertilizantes e tecnologias para o controle de pragas encareceu as despesas do milhocultor. Só o preço das sementes corresponde entre 25% e 30% dos custos de produção", diz Osaki.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), Alisson Paolinelli, acrescenta a infraestrutura logística como mais um entrave.

Mercado

A analista de mercado da consultoria FCStone, Ana Luiza Lodi, explica que, por mais que a segunda safra de 2014 seja menor que a 2012/2013, a produção deste ano ainda é muito significativa.

"Agora temos que olhar para a demanda e ver se haverá uma reação capaz de contrabalançar. A exportação do milho não tem um grande importador, como a China é para a soja. Nos Estados Unidos, o último relatório do USDA [Departamento de Agricultura dos Estados Unidos] mostrou que 75% da safra de milho estão boa ou excelente, assim como os estoques norte-americanos que vieram próximos do teto, em 3,8 bilhões de bushels, trazendo perspectivas baixistas para o mercado externo", avalia Lodi.

Atualmente, milho brasileiro tem demanda de exportação para cerca de 20 milhões de toneladas, porém, de acordo com o pesquisador do Cepea, Lucílio Alves, será necessário exportar pelo menos 23 milhões de toneladas para movimentar os preços nacionais.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados ontem (01) mostram que as exportações de milho em junho atingiram o menor volume dos últimos três anos, 87,6 mil toneladas, ante 126,5 mil em maio. No acumulado do ano, o país embarcou 5,3 milhões de toneladas, abaixo dos 8,5 milhões do mesmo período em 2013. "Junho é sempre fraco. A partir de agora os embarques começam a acelerar novamente, mas não nos níveis do ano passado", disse o analista de milho da consultoria Safras & Mercado, Paulo Molinari.

Em contrapartida, Alves enfatiza que problemas políticos em países como Rússia, Ucrânia e Argentina favorecem as relações comerciais do Brasil.