Jesus

APOIO NA COMERCIALIZAÇÃO DE SOJA, MILHO, SORGO E TODOS OS PRODUTOS AGRÍCOLAS.

Obrigado Senhor por guiar minha vida na direção dos caminhos que preparaste para mim.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Soja se consolida entre vizinhos e ajuda Mercosul a crescer

As exportações de produtos agrícolas foram a base do crescimento do Mercosul em 2010. Brindados por uma das melhores safras de todos os tempos, os países do bloco, como já havia acontecido com o Brasil, viram se consolidar a estrela em vendas regionais: a soja. Usado em praticamente toda a cadeia alimentar atualmente, o grão fez o Paraguai despontasse como o grande líder no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado: +9,7%, segundo projeções da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal).

A economia do país vizinho é altamente dependente da produção de soja, tanto que qualquer variação de safra é determinante para o crescimento do PIB. “A safra de 2008/2009 foi muito ruim", José Arroyo, economista da Cepal no Paraguai. "Houve uma seca muito grande, que levou a uma retração no PIB do país em 2009 de 3,8%.”

Já a safra 2009/2010 foi uma das melhores da história. Segundo Arroyo, a agricultura é responsável por mover 20% de toda a economia do país. A Câmara Paraguaia de Exportadores e Comercializadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco) diz que as exportações alcançaram 12,7 milhões de toneladas de soja, milho, trigo, canola, gergelim, arroz e girassol até novembro do ano passado, crescimento de 71% sobre igual período de 2009. A produção de soja respondeu por quase 60% do total, ou 7,3 milhões de toneladas, e dobrou de tamanho.

Se no Paraguai, a soja é o rei dos produtos agrícolas, os brasileiros são donos do cetro dessa indústria. O maior produtor do país é o catarinense Tranquilo Favero, que comprou suas primeiras terras no Paraguai há 45 anos.

No Uruguai, a força da agricultura fez ressurgir alguns itens que andavam esquecidos. “Talvez o mais evidente seja a produção de celulose, mas existem outros fenômenos que são muito interessantes”, diz o economista Ramón Pampín, da PricewaterhouseCoopers (PwC) em Montevideo, capital do Uruguai. O país deu um salto na produção de celulose depois da instalação de uma fábrica da Botnia, às margens do Rio da Prata. Outra unidade, dessa vez em parceria com Arauco e Stora Enso, deve sair do papel em breve.

Entre os fenômenos citados por Pampin estão soja, trigo e madeira. “Há dez anos, o Uruguai praticamente não produzia soja, e em breve poderemos chegar aos milhões de hectares. Também há alguns anos não gerava saldos exportadores de trigo, e hoje o trigo é item importante de exportação. A potência florestal não vem somente da celulose, mas também da venda de madeira.”

Crescimento traz desafios logísticos

Aliado ao desenvolvimento das exportações dos vizinhos, esse crescimento traz um grande desafio para a logística e infraestrutura do país. Os portos, como o maior, em Montevidéu, estão investindo pesado para dar conta do aumento no transporte de carga. Em apenas cinco projetos estão sendo gastos o equivalente a R$ 330 milhões em dois anos.

Os ganhos agrícolas vieram acompanhados dos da pecuária. Dos três vizinhos do Mercosul, o que tem maior fatia de vendas pecuárias é o Uruguai. Das exportações uruguaias de 2010, que a Cepal calcula em R$ 17 bilhões, 12,7% ficam com a soja, produto principal. Em seguida vem a carne bovina, com 12,1%, arroz (5,8%), trigo (4,7%) e madeira em estado bruto (3,6%). Na carne e no arroz, empresas brasileiras estão fazendo a diferença no país vizinho: Marfrig e Camil são grandes produtores, afirma o especialista da PwC. Federico Muttoni, gerente da Advice Consultoria, diz que o Brasil responde por 30% da produção de carne uruguaia.

O Brasil também foi o principal destino das exportações do Uruguai entre janeiro e outubro de 2010, com 20% do total, diz o banco central daquele país. Nas importações, é o segundo colocado, com 21,1%, perdendo para a Argentina, com 23,6%.

Na Argentina, a Cepal classificou como notável a alta nas vendas agropecuárias, de 44% no primeiro semestre de 2010 (segundo últimos dados disponíveis), com relação ao mesmo período de 2009. A colheita de grãos, composta basicamente por cereais e oleaginosas, mostrou intensa recuperação e rondou as 93 milhões de toneladas, cifra que superou em mais de 50% a do período anterior para uma área semeada similar.

A produção de soja, que cresceu 70%, representou mais da metade da colheita total. Também aumentou bastante a colheita de milho, que registrou máxima histórica de 23 milhões de toneladas.

Ainda no primeiro semestre de 2010, o Brasil foi o principal parceiro comercial da Argentina, tanto em exportações, quanto em importações. Segundo o Ministério de Relações Exteriores e Comércio Internacional da Argentina, o Brasil respondeu por 21% das vendas externas do vizinho, e por 32% das importações. Em segundo lugar vem a China, com 9% e 12%, respectivamente.

Fonte: IG Economia

terça-feira, 22 de março de 2011

Mercado realiza lucros e soja tem baixa de dois dígitos

Os futuros da soja negociados em Chicago encerraram o pregão noturno com significativa queda.

Nesta segunda-feira, as baixas - que somaram quase 17 pontos - são consequência de um movimento de realização de lucros depois das altas dos últimos dias. Essa consolidação foi iniciada na sessão diurna de ontem. No entanto, a oleaginosa encontrou fôlego para reverter o cenário e encerrar com leves altas.

O mercado apresentou forte queda durante esta madrugada, acompanhandoa fraqueza das demais commodities agrícolas e um tom mais cauteloso dos participantes do mercado.

As vendas técnicas contribuem para a queda e o mercado corrige spreads da sessão anterior com vencimentos longos, liderando as perdas.

Fonte: Notícias Agrícolas

Safrinha da soja é arriscada

O preço estimulante da soja está levando agricultores de vários estados brasileiros a uma prática considerada arriscada. Eles estão abrindo mão da rotação de culturas, técnica, recomendada para reduzir a proliferação de doenças e melhorar o solo, e voltam a semear o grão logo após a colheita da própria soja.

A prática da segunda safra, ou safrinha com soja, já foi adotada com mais intensidade por produtores de Mato Grosso, mas também ocorre nos estados de São Paulo e Paraná. São utilizadas no cultivo variedades precoces para que a colheita seja feita antes de começar o vazio sanitário anual, período em que o grão não pode
ser cultivado para facilitar o controle da ferrugem asiática.

No Estado de Mato Grosso, o vazio sanitário de 90 dias começa em 15 de junho. Até lá, a soja da segunda safra plantada pelo produtor Leandro Gazola, na Fazenda Realeza, município de Sorriso, no médio-norte, já terá sido colhida. Ele fez a semeadura de 500 hectares no dia 14 de fevereiro, no mesmo local em que colheu a soja deverão. “Foi máquina atrás de máquina”.

PLANTIO DIRETO

No sistema de plantio direto, a plantadeira segue o rastro da colhedora para deixar no solo
a semente da segunda lavoura. Normalmente, o grão plantado na safrinha é o milho, uma gramínea que tem papel importante para quebrar o ciclo de pragas e doenças de planta e de solo da lavoura anterior, no caso, a soja, da família das leguminosas.

Nos dois anos anteriores, Gazola já testou o plantio da safrinha de soja, mas em área menor. Desta vez, plantou uma variedade superprecoce e espera colher até o dia 15 de maio. “Já recebemos críticas por plantar fora de época, mas a verdade é que tem dado bom resultado”, diz o produtor.

Ele sabe que terá de fazer mais pulverizações na lavoura para controlar lagartas e a ferrugem,
mas ainda assim espera ter um bom ganho. “No ano passado,fizemos quatro aplicações na safrinha, quando na safra normal são duas ou três. Se o preço continuar bom, esse custo adicional é absorvido.”

Opção pelo preço – Gazola não esconde que optou pela soja, em vez do milho, por causa do preço. No ano passado vendeu o milho, que tem custo de produção mais alto que o da soja, por R$ 7 a saca. Este ano, com o milho a R$ 13, ele ainda considera a oleaginosa uma cultura mais vantajosa.

Em 2010, colheu 33 sacas por hectare na safrinha e vendeu por R$ 35/saca. Este ano, na região, o preço está em R$ 37.“Somado o ganho da safra de verão com o da safrinha, o resultado é excelente.” Na região de Rondonópolis, no sul do Estado, alguns produtores também plantaram soja sobre soja.

A Sementes Santa Carolina fez um plantio experimental numa área de apenas 20 hectares. “Nesta região, quando acaba a chuva, passam-se meses sem cair uma gota. Estamos experimentando para ver até onde a lavoura vai quando a chuva parar”, diz o diretor comercial
Luiz Sérgio Oliveira. Ele conta que foi usada uma variedade própria para o verão, com recomendação de plantio até 30 de outubro. “Plantamos no fim de janeiro para ver no que dá. Se vingar, passará a ser uma opção.” No Paraná, houve plantios no sudoeste.



Fonte: Folha do Estado

segunda-feira, 21 de março de 2011

Soja: Se consolidando, mercado opera com leve queda

A volatilidade registrada pelo mercado da soja durante a madrugada desta segunda-feira em Chicago parece ter se estendido para a sessão diurna. Depois de encerrar no azul, os preços abriram a sessão perdendo quase 10 pontos e por volta das 14h, o mercado operava com leve recuo.

Segundo analistas, depois de três dias consecutivos de altas, o mercado inicia um movimento de consolidação, fazendo essa pausa nos ganhos. Além disso, não há novidades entre os fundamentos que podem promover uma nova e forte altas das cotações.

Além disso, os traders já adotam um tom mais cauteloso à espera do relatório de de área plantada e estoques físicos que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga na próxima quinta-feira, dia 31.

No cenário, paralelamente, as tensões em nações do Oriente Médio e Norte da África ainda causam preocupação e também pesam sobre os preços.

Por volta das 14h25, o vencimento maio era cotado a US$ 13,59 por bushel, perdendo 3,50 pontos, e o julho a US$ 13,68, com queda de 3,25 pontos.

Fonte: Notícias Agrícolas

sexta-feira, 18 de março de 2011

Informa reduz estimativa para área de milho e soja nos EUA; preços avançam

A consultoria Informa Economics divulgou nesta sexta-feira suas projeções para o plantio da próxima safra nos Estados Unidos estimado 37,13 milhões de hectares para o milho (91,758 acres) e 30,46 milhões de hectares para a soja (75,269 milhões de acres).

Em fevereiro, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou em seu fórum anual, o plantio do milho em 37,23 milhões de hectares (92 milhões de acres) e o da soja em 31,57 milhões de hectares (78 milhões de acres)

Esse corte feito pela Informa contribui para a alta dos preços dos grãos nesta sexta-feira em Chicago. A soja tem significativa alta e se aproxima das máximas em duas semanas.

"O número da Informa foi um grande impulso para os futuros da soja, transformando-a em líder do complexo de grãos, e não mais no elo mais fraco", declarou Mike Zuzolo, analista da Global Commodity Analytics.

Algodão e trigo - Para o algodão, a consultoria projetou 5,31 milhões de hectares (13,13 milhões de acres) e para o trigo,, 23,33 milhões de hectares (57,651 milhões de acres).

 

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quarta-feira, 16 de março de 2011

Otimismo para soja

Mesmo com a queda de 70 pontos no valor do bushel da soja, ontem (15) na Bolsa de Chicago, a tendência é que o preço do grão no mercado internacional siga o movimento de ascensão registrado nos últimos meses. Apesar do reflexo da catástrofe no Japão nas cotações dessa terça-feira, a entrada da safra brasileira não deverá abalar o mercado. A expectativa otimista foi manifestada pelo diretor executivo da Agroconsult, André Pessôa, que palestrou ontem no 22 Fórum da Soja, na Expodireto Cotrijal. Segundo ele, a escalada de preços não deverá constranger o crescimento do consumo mundial de grãos. No caso da soja, Pessôa projeta um valor mínimo em torno de 13 dólares o bushel, enquanto o do milho gravitará em 6 dólares o bushel. Já sobre o teto máximo, não arrisca palpite. "A oferta atual não é suficiente para fazer frente ao choque de demanda. Os preços tiveram alta em 2008. Agora, sobem e deverão ser crescentes nos próximos anos", opinou. A tendência é reforçada pelo mercado norte-americano, que chega às vésperas de um plantio com os estoques de passagem em nível crítico.

O otimismo contagiou o agricultor de Espumoso, Antônio Turatti, que ontem visitou os espaços dedicados à tecnologia no campo na Expodireto. Anotou as novas variedades apresentadas pelas empresas e fará testes em sua propriedade. "Vou para casa cheio de ideias e com a expectativa de plantar mais e melhor."

A qualificação da atividade é um dos caminhos para o crescimento, de forma moderada e planejada, que viabilizarão ao país assumir a dianteira na produção mundial de alimentos. "Os anos seguintes a 2005 permitiram postergar os problemas gerados pela crise. Mas, daqui para frente, é hora de resolver o que ficou pendente e criar possibilidades de investimentos", constata o diretor da Agroconsult. O único risco, segundo Pessôa, é o desequilíbrio nas relações de troca. "A questão é quanto ao custo de produção que pode subir, prejudicando os ganhos."


Fonte: Avicultura Industrial

sexta-feira, 11 de março de 2011

Soja realiza lucros com terremoto no Japão e possível ajuste na China

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em forte baixa nesta sexta-feira. A oleaginosa estende suas perdas do pregão noturno - onde o recuo chegou a superar os 50 pontos - e operam com uma expressiva queda na sessão diurna.

O mercado sente a pressão de uma intensa realização de lucros. O movimento ganha ainda um impulso do aumento da aversão ao risco, que se eleva frente aos dados sobre a inflação chinesa e ao terremoto que atingiu o norte do Japão.

A inflação na China superou as expectativas mantendo-se em 4,9%, o que pode sinalizar novos ajustes econômicos no país, podendo resultar em um desaquecimento da demanda.

Além das incertezas que rondam o mercado financeiro, a soja ainda sente a influência negativa dos mercado vizinhos - o milho e o trigo. Ambos continuam sentindo o efeito baixista dos números do USDA e operam com forte recuo desde ontem. O terremoto no Japão também pesa sobre os grãos.

Por volta de 13h32, o vencimento maio da soja era cotado a US$ 13,37 por bushel, recuando 18 pontos. No caso do milho, o mesmo vencimento valia US$ 6,68, caindo 14 pontos.

Principais desdobramentos do terremoto no Japão
Reuters

A seguir, os principais desdobramentos do terremoto de 8,9 graus de magnitude que abalou o nordeste do Japão nesta sexta-feira.

* Pelo menos 22 mortos no terremoto e no tsunami que ele desencadeou, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo.

- O terremoto provocou ondas de até 10 metros de altura, que arrasaram terras agrícolas, casas e carros, além de provocar incêndios.

- Pior terremoto no país desde que se iniciaram os registros há 140 anos.

- Fortes abalos secundários atingem o norte do Japão depois do terremoto

- Alertas de tsunamis emitidos para a região do Pacífico, com exceção da parte continental dos Estados Unidos e Canadá.

- Alerta de tsunami para os seguintes países: Rússia, Taiwan, Filipinas, Indonésia, Papua Nova Guiné, Fiji, México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia e Peru.

- O Havaí ordenou a remoção da população da área costeira.

- Taiwan começa a retirar alguns moradores de sua costa leste.

- A Indonésia prevê que o tsunami comece a atingir algumas áreas de sua costa leste por volta de 8h30 (horário de Brasília).

- Cerca de quatro milhões de pessoas sem energia elétrica em Tóquio e arredores.

- Vários incêndios em Tóquio.

- Muitos trechos da via expressa de Tohoku, que corta o norte do Japão, estão danificados.

- Um grande incêndio na refinaria de Chiba.

- Interrompida a operação do trem-bala no norte do país.

- O aeroporto de Narita ficou várias horas fechado.

- O metrô e os trens de subúrbio de Tóquio deixaram de funcionar.

- Aeroporto de Sendai, no norte, ficou inundado.

- Todos os portos japoneses foram fechados, segundo companhias de navegação.

- Primeiro-ministro Naoto Kan determina que os militares façam o possível para agir no socorro. o governo alerta para o risco de mais tsunamis.

- As quatro usinas nucleares próximas da área do sismo foram fechadas com segurança.

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

quinta-feira, 10 de março de 2011

Relatório do USDA veio "morno", afirmam analistas americanos

O relatório divulgado há pouco pelo USDA, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, não surpreendeu muito os operadores das Bolsa de Chicago. É o que afirma o jornalista Mike McGinnis, do site Agriculture.Com. Segundo ele o relatório veio um pouco baixista para soja, milho e trigo, mas tudo dentro do esperado pelos participantes do mercado. O milho deve abrir a sessão de hoje com queda de 3 a 5 cents, enquanto que soja e trigo devem abrir com queda de dois dígitos, 10 a 15 cents.

O analista de mercado da XFA, Scott Shellady, afirma que o relatório não apresentou muitas novidades e que os participantes do mercado devem se atentar para o relatório durante cinco minutos e depois já voltam toda a atenção para a disputa por novas áreas para plantio da próxima safra.

Já o analista do site PFGBest.com, Tim Hannagan, ficou surpreso com o relatório porque eles não alteraram as informações sobre estoques finais de soja e milho. Ele afirma que isso é impossível, já que nas últimas semanas o mercado registra um movimento de importação variado. Para o analista, o USDA preferiu não interferir no mercado até a divulgação do relatório que será divulgado no dia 31 de março. Esse relatório é o primeiro documento que traz a estimativa oficial de plantio da próxima safra norte-americana. Tim Hannagan finaliza sua análise dizendo que o relatório foi neutro para soja e milho e baixista parta o trigo.


Fonte: Notícias Agrícolas

quarta-feira, 9 de março de 2011

Realizando lucros, soja opera com queda de dois dígitos na CBOT

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam no vermelho nesta quarta-feira. Depois de encerrar o pregão noturno no campo misto, os preços já exibem um recuo de dois dígitos na sessão diurna de hoje.

Segundo analistas, o mercado realiza lucros frente a ausência de novidades entre os fundamentos. Além disso, os traders já adotam um tom mais cauteloso às vésperas da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda de março do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve acontecer nesta quinta-feira (10).


As expectativas do mercado para os dados que serão informados amanhã referem-se a um possível aumento nas estimativas da produção brasileira e argentina.

Os analistas apostam ainda em um ligeiro aumento nos estoques finais de soja nos EUA por conta da migração da demanda pela oleaginosa do país para a América do Sul.

Além dos fatores relacionados à relação de oferta e demanda, as cotações também sentem a pressão negativa da instabilidade política no Oriente Médio e também do problema com as dívidas de países como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda - o que aumente a aversão ao risco por parte dos investidores.

Por volta das 13h30, o vencimento maio - referência para a safra brasileira - já recuava 21,25 pontos, sendo cotado a US$ 13,60 por bushel.


Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes

terça-feira, 1 de março de 2011

Chuvas atrasam safra 2011

As chuvas tornaram a atrapalhar a safra 2010/2011 de grãos em Mato Grosso. O milho segunda safra segue como o mais prejudicado e terá seu plantio estendido para após o dia 8 de março. Mesmo estando com 45,8% de sua área semeada (1,81 milhão de hectares), até 24 de fevereiro, o atraso com relação a safra anterior é considerado de 39,3 pontos percentuais (p.p). Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea-MT), até o dia 25 de fevereiro de 2010 os produtores de milho haviam plantado 85,1% da área. Em comparação a semana do dia 17 de fevereiro a semeadura do milho safrinha avançou 11,2 p.p.

Conforme o Imea, nas regiões norte e oeste o atraso no plantio do milho, devido às chuvas e ao atraso da colheita da soja, é de 55,8 p.p e 54,5 p.p., respectivamente. Até o momento na região norte foram semeados apenas 39,9% dos 13,6 mil hectares, e na região oeste 33,3% dos 288,1 mil hectares. Já a região nordeste é que está mais avançada nesta safra. Dos seus 73 mil hectares, 61% já foram plantados e o atraso com relação a safra passada do milho é de apenas 15 p.p.

No Estado, o município mais prejudicado pelos atrasos de colheita da soja e plantio do milho, de acordo com diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Ricardo Arioli, é Campo Novo do Parecis. “Nos últimos dias choveu muito no município e isso tem prejudicado os produtores na localidade. Deveremos estender o plantio do milho safrinha para após o dia 8 de março em todo o Estado devido a tais atrasos ocasionados pelo clima”. Até o dia 24 de fevereiro, Campo Novo do Parecis havia semeado apenas 33% dos seus 100 mil hectares de milho.

Soja – A colheita da soja até o dia 24 de fevereiro encontrava-se, segundo o Imea, em 25,5%. Ao todo, foram plantados 6,41 milhões de hectares da oleoginosa no Estado. Apesar do avanço de 7,2% em relação a semana do dia 17 de fevereiro, a colheita do soja segue atrasada em 24,4 p.p, em comparação ao período na safra 2009/2010. Levantamento do Imea aponta que a região mais atrasada na colheita é a médio norte com 34,6 p.p em relação ao ciclo passado.

Na região oeste, onde já há relatos de perdas de produtividade devido às chuvas, o atraso é de 21,8 p.p. “Já estamos registrando perdas devido às chuvas, contudo ainda é difícil precisar de quanto é e será esta perda. Apesar disso, a produtividade da soja na safra 2010/2011 será mais que a do ciclo passado”, salienta Arioli. Mesmo com os problemas climáticos os municípios de Lucas do Rio Verde e Sorriso, na região médio-norte, foram os que mais avançaram na colheita, de uma semana para outra.


Fonte: Folha do Estado